quinta-feira, 20 de agosto de 2020

CHECKLIST PARA JOVENS

O tempo de quarentena impôs-nos o distanciamento dos nossos amigos, o afastamento da escola, o isolamento, a alteração de rotinas, a “prisão domiciliária”. De repente, vimo-nos privados da liberdade de circular, de sair, de conviver. Todos sofremos de alguma forma com todos estes condicionalismos e com esta situação. As notícias contínuas sobre a doença, da qual nada se sabia, sobre o grau de transmissibilidade do vírus, as incertezas e incoerências sobre a utilização ou não de máscaras, contribuíram para aumentar a ansiedade e até mesmo o medo que se foi apoderando de nós. Com o passar dos dias, fomo-nos conformando com a situação, tornámo-nos mais resilientes e adaptámos o nosso comportamento; descobrimos e reinventámos formas de ocupar o nosso tempo, de praticar algum exercício físico e até de estudar. Contudo, tudo isto deixou marcas a que temos de estar atentos para bem da nossa saúde mental.
Por isso, partilhamos convosco uma checklist “Como me sinto?” da responsabilidade da Ordem dos Psicólogos, para verificarmos quão fomos afetados.
Queres verificar como te sentes? Para acederes à checklist, clica AQUI ou na imagem.


sexta-feira, 14 de agosto de 2020

HORA DE CIÊNCIA - 6

“Pum! A vida secreta dos intestinos” é uma exposição temporária que podes visitar até ao final do mês de agosto de 2020 no Pavilhão do Conhecimento, inspirada na obra “A vida secreta dos intestinos” de Giulia e Jill Enders.
Para esta exposição, o Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva produziu esta infografia que revela dados desconhecidos sobre o nosso próprio corpo.
Sabias que...
 no nosso intestino “moram” 100 mil milhões de bactérias, que equivalem a 2 kg de minúsculos seres?
- existe um conjunto de bactérias, fungos e vírus que ali habitam – a Microbiota intestinal?
- a Microbiota intestinal é de grande importância para a nossa saúde; está diretamente ligada ao nosso cérebro e, por isso, consegue alterar o nosso peso e até o nosso comportamento?
- Os intestinos têm um cérebro próprio e que do seu bom funcionamento depende grande parte da nossa saúde: das articulações à pele e até ao peso certo?
- E para que funcionem bem, temos de saber: distinguir entre probióticos e prebióticos, como regular a flora intestinal, conhecer os cuidados a ter com a sua higiene e até a maneira correta para defecar, ou seja, fazer aquilo que ninguém mais pode fazer por nós (cocó).
Como estamos enganados! Atribuímos má fama aos intestinos, desvalorizamo-los, rimo-nos quando os ouvimos e deles falamos, e até soltamos alguns Blergh!... e afinal têm um papel tão importante e determinante no nosso corpo. Temos muito a aprender!
Mas, para te despertarmos mais a curiosidade, partilhamos contigo alguns excertos do livro. Clica na capa do livro e começa a ler. Vais ver como a leitura te prende ao livro. A leitura tem essa magia!

sábado, 8 de agosto de 2020

HISTORIANDO - 13

Uma das maiores aventuras do século XVI iniciou-se no dia 8 de agosto do ano da graça de 1519, quando o navegador Fernão de Magalhães (1480-1521), apoiado pela monarquia espanhola, comandou a primeira expedição que deu a volta ao mundo.
Embora, o navegador português não tenha terminado a viagem por ter sido atingido mortalmente nas Filipinas, a expedição prosseguiu e o seu ousado objetivo foi alcançado mesmo depois de algumas mortes de marinheiros e de perdas de embarcações.

Antonio de Pigafetta (1480 ou 1491-1534), um dos poucos sobreviventes, referiu no seu diário de bordo que esta aventura teve mais momentos de adversidades e milagres do que de marcha vitoriosa.
De Sevilha (Espanha) zarparam 5 caravelas de três mastros, com um total 240 homens a bordo, para a primeira viagem de circum-navegação à Terra:
- Trinidad, a Nau-capitania ou Navio-Almirante, porque nela seguia Fernão de Magalhães, o comandante da expedição, tinha uma tripulação de 62 homens. Após a morte de Magalhães, foi queimada pelos Portugueses nas ilhas Molucas.
– Victoria, com 45 homens a bordo, foi o único navio que concluiu a volta ao mundo, iniciada três anos antes.
 San Antonio com uma tripulação de 55 homens, era a maior nau da armada e transportava a maior parte dos mantimentos. Sob o comando de Jerónimo Guerra abandonou a expedição no estreito de Magalhães e aportou em Sevilha no início de maio de 1521.
 Concepción com 44 homens embarcados, foi queimada por falta de homens para a manobrar, após a morte de Magalhães.
Santiago com uma equipa de 75 homens comandados por Juan Serrano e era o navio mais pequeno da frota. Naufragou, no final do inverno, durante uma viagem de exploração da Patagónia (Argentina).
A viagem começou sem grandes dificuldades, embora tenham enfrentado uma terrível tempestade à passagem pelas ilhas de Cabo Verde. Em março de 1520, Magalhães e seus homens aportavam à baía de San Julián, na Argentina.
Além das contratempos próprios dos oceanos, a expedição também enfrentou revoltas internas, em que os comandantes dos outros navios planeavam trair  capitão-mor, Fernão de Magalhães, que acabou por mandar decapitar Gaspar de Quesada, o capitão da Concepción e, depois, abandonou Juan de Cartagena, o antigo capitão da San Antonio. Apesar do naufrágio do navio Santiago, como atrás se referiu, os restantes navegaram pelo Pacífico e chegaram ao Arquipélago de Saint-Lazare – as atuais Filipinas – a 27 de março de 1521, onde Fernão de Magalhães foi atingido por uma seta envenenada, no dia 27 de abril de 1521, lançada por um nativo, segundo relatos da época. Mas as perdas não se ficaram por aqui: em maio de 1521, a Concepción foi incendiada e, em 18 de dezembro, a Trinidad afundou. Nessa altura, a fome começou a atingir a expedição. Segundo Pigafetta escreveu “Nós só comíamos bolachas velhas, já feitas em pó e cheias de vermes, fedendo a urina de rato”. Com a fome e a falta de vitaminas, o escorbuto espalha-se entre a população.
No final da expedição, apenas o navio Victoria navegava, pelo que uma parte do carregamento de especiarias teve de ser abandonado para que a embarcação prosseguisse viagem, tendo dobrado o Cabo da Boa Esperança em maio de 1522 e regressado a Sevilha com, apenas, 18 homens a bordo.

Fonte:https://canalhistoria.pt/hoje-na-historia/partida-de-fernao-de-magalhaes-para-a-primeira-viagem-de-circum-navegacao/?fbclid=IwAR2bJ-wKKgd0bN2Vtx8U4zQ2b2VaACvgtrv9CX2b-xPwRjYupYqqkHeOJ8k
Fonte: https://ccm.marinha.pt/pt/multimedia_web/Paginas/a-volta-ao-mundo-de-magalhaes.aspx

Partilhamos contigo o vídeo "Volta ao Mundo em 1081 dias - a expedição de circum-navegação de Fernão de Magalhães", produzido com recurso à tecnologia Google Earth, da responsabilidade de um professor de História, que segue, passo a passo a viagem de Magalhães, na comemoração dos seus 500 anos:


quinta-feira, 23 de julho de 2020

HISTORIANDO - 12

A breve história da máscara

Em tempos de pandemia em que nos é imposto o uso de uma máscara como medida de prevenção contra a propagação do vírus SARS-COV 2 e da doença que provoca, a Covid-19, o Canal História apresentou-nos uma breve história da máscara, que, ao longo dos tempos, tem salvado milhões de vidas.
 Mas, nem sempre o modelo foi como o que conhecemos, embora se multipliquem os padrões. A mais estranha foi a máscara “bico de pássaro”, uma das primeiras a ser produzida e utilizada.  Surgiu durante as epidemias de peste que, no século XIV, se abateram sobre a Europa e dizimaram cerca de 1/3 da sua população. Era uma máscara utilizada pelos médicos, os físicos como eram chamados, que tratavam a peste bubónica ou peste negra. Estas máscaras tinham dois orifícios no seu interior, onde os médicos colocavam incenso para suportar os maus odores. Pensavam eles que, afastando os maus odores, se protegiam do contágio.
Já no século XIX, em 1897, os médicos começaram a utilizar uma espécie de máscara, não para se protegerem ou proteger os pacientes de infeções, mas para evitar espalhar gotículas no caso de espirrarem ou tossirem durante as operações. Por este motivo, ainda hoje durante as cirurgias, a equipa médica e de enfermagem continua a utilizá-las, pelo que receberam o nome de máscaras cirúrgicas. As primeiras máscaras eram muito rudimentares, consistiam apenas num grande lenço atado à volta da boca e do nariz.

O uso da máscara generalizou-se com a epidemia conhecida por “gripe espanhola” com a mesma finalidade: conter a propagação da doença. Foi inventada por Wu Lien-teh aquando de uma grande praga que ocorreu na Manchúria (Norte da China) que registava uma taxa de mortalidade, em 48 horas. Este médico foi convocado para analisar a situação e concluiu que a transmissão se fazia por via aérea e não pela picada de pulgas, como supunham.
Inspirado pelo modelo de máscaras que se usavam na Europa, adicionou-lhes mais camadas de filtro para aumentar o nível de proteção. Tornou-se um símbolo do progresso científico. A nova máscara era barata e os seus materiais estavam facilmente disponíveis, pelo que a produção em massa disparou.
Desde então a imprensa deu-a a conhecer e a máscara popularizou-se na Europa e no mundo, passando a ser utilizada por médicos, soldados e pelas pessoas comuns.
Em 1917, quando surgiu a “gripe espanhola”, a máscara de Wu ficou mundialmente conhecida e ajudou, em grande medida, a acalmar a propagação da doença, responsável por um número muito próximo de 100 milhões de mortes em todo o mundo.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

HORA DE CIÊNCIA - 5

Do bolo de anos à tectónica de placas
 
De que forma os bolos de anos se podem convertem em materiais de laboratório para experiências geológicas?
Queres perceber? Visualiza este video explicativo conduzido pelo Professor Rui Manuel Soares Dias.


quarta-feira, 20 de maio de 2020

HISTORIANDO - 11

James Bond, o famoso 007, é um agente secreto fictício do serviço de espionagem britânico MI-6, criado pelo escritor Ian Fleming em 1953
Conheces? Já viste algum filme?
James Bond, a personagem, nasceu em Lisboa. E esta, hein?
Quando? A que propósito? 
Vê o vídeo e escuta a estória por detrás da História do Cinema.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

HORA DA CIÊNCIA - 4

Segredos do lugar mais solitário da Terra
O mar profundo esconde tesouros inexplorados pelo ser humano. Percorreu todo o planeta Terra, desbravou florestas, escalou montanhas, lançou-se para o espaço, mas ainda não conseguiu descobrir o que o oceano e as suas águas profundas escondem.
Este vídeo convida-nos a um mergulho nas águas profundas, extremamente frias e escuras do oceano, pobres em alimentos e reduzida quantidade de oxigénio, onde as plantas desaparecem – à Fossa das Marianas, a 11000 metros de profundidade, no Oceano Pacífico – e a conhecer alguns seres abissais que as habitam.
Estas profundezas são habitadas por misteriosas e incríveis criaturas bioluminescentes, isto é, que produzem luz através de reações químicas, para iluminar o seu caminho, atrair presas ou seduzir um companheiro, onde jatos de vapor de água e minerais são projetados a 400.ºC e o habitat do peixe-caracol, o recordista em profundidade.
Estes seres abissais possuem características únicas, surpreendentes e, para nós, muito estranhas:
- corpos gelatinosos;
- dentes afiadíssimos;
- bocas desproporcionais ao seu tamanho, muitas vezes com ganchos;
- queixos e estômagos extremamente expansíveis capazes de engolir e digerir presas com o dobro do seu tamanho
- muitos são cegos ou possuem olhos muito grandes que lhes permitem captar mais luz;
- muitos emitem luz e têm hastes com pontas luminosas que atraem as suas presas.
Nesta viagem pelo fundo do oceano vais, ainda, ter oportunidade de visitar o túmulo do Titanic, a 3843 metros de profundidade, o navio supostamente “inafundável” que naufragou na sua viagem inaugural, de Southampton para Nova Iorque, 4 dias apenas após a partida, devido a uma colisão com um iceberg.
Apesar de praticamente inexplorado, o encontro de um saco de plástico mostra que até a pegada ecológica do Homem, invasiva e destruidora, que condiciona o equilíbrio dos ecossistemas.