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sexta-feira, 14 de agosto de 2020

HORA DE CIÊNCIA - 6

“Pum! A vida secreta dos intestinos” é uma exposição temporária que podes visitar até ao final do mês de agosto de 2020 no Pavilhão do Conhecimento, inspirada na obra “A vida secreta dos intestinos” de Giulia e Jill Enders.
Para esta exposição, o Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva produziu esta infografia que revela dados desconhecidos sobre o nosso próprio corpo.
Sabias que...
-  no nosso intestino “moram” 100 mil milhões de bactérias, que equivalem a 2 kg de minúsculos seres?
- existe um conjunto de bactérias, fungos e vírus que ali habitam – a Microbiota intestinal?
- a Microbiota intestinal é de grande importância para a nossa saúde; está diretamente ligada ao nosso cérebro e, por isso, consegue alterar o nosso peso e até o nosso comportamento?
- Os intestinos têm um cérebro próprio e que do seu bom funcionamento depende grande parte da nossa saúde: das articulações à pele e até ao peso certo?
- E para que funcionem bem, temos de saber: distinguir entre probióticos e prebióticos, como regular a flora intestinal, conhecer os cuidados a ter com a sua higiene e até a maneira correta para defecar, ou seja, fazer aquilo que ninguém mais pode fazer por nós (cocó).
Como estamos enganados! Atribuímos má fama aos intestinos, desvalorizamo-los, rimo-nos quando os ouvimos e deles falamos, e até soltamos alguns Blergh!... e afinal têm um papel tão importante e determinante no nosso corpo. Temos muito a aprender!
Mas, para te despertarmos mais a curiosidade, partilhamos contigo alguns excertos do livro. Clica na capa do livro e começa a ler. Vais ver como a leitura te prende ao livro. A leitura tem essa magia!

quarta-feira, 27 de maio de 2020

HORA DE CIÊNCIA - 5

Do bolo de anos à tectónica de placas
 
De que forma os bolos de anos se podem convertem em materiais de laboratório para experiências geológicas?
Queres perceber? Visualiza este video explicativo conduzido pelo Professor Rui Manuel Soares Dias.


quinta-feira, 14 de maio de 2020

HORA DA CIÊNCIA - 4

Segredos do lugar mais solitário da Terra
O mar profundo esconde tesouros inexplorados pelo ser humano. Percorreu todo o planeta Terra, desbravou florestas, escalou montanhas, lançou-se para o espaço, mas ainda não conseguiu descobrir o que o oceano e as suas águas profundas escondem.
Este vídeo convida-nos a um mergulho nas águas profundas, extremamente frias e escuras do oceano, pobres em alimentos e reduzida quantidade de oxigénio, onde as plantas desaparecem – à Fossa das Marianas, a 11000 metros de profundidade, no Oceano Pacífico – e a conhecer alguns seres abissais que as habitam.
Estas profundezas são habitadas por misteriosas e incríveis criaturas bioluminescentes, isto é, que produzem luz através de reações químicas, para iluminar o seu caminho, atrair presas ou seduzir um companheiro, onde jatos de vapor de água e minerais são projetados a 400.ºC e o habitat do peixe-caracol, o recordista em profundidade.
Estes seres abissais possuem características únicas, surpreendentes e, para nós, muito estranhas:
- corpos gelatinosos;
- dentes afiadíssimos;
- bocas desproporcionais ao seu tamanho, muitas vezes com ganchos;
- queixos e estômagos extremamente expansíveis capazes de engolir e digerir presas com o dobro do seu tamanho
- muitos são cegos ou possuem olhos muito grandes que lhes permitem captar mais luz;
- muitos emitem luz e têm hastes com pontas luminosas que atraem as suas presas.
Nesta viagem pelo fundo do oceano vais, ainda, ter oportunidade de visitar o túmulo do Titanic, a 3843 metros de profundidade, o navio supostamente “inafundável” que naufragou na sua viagem inaugural, de Southampton para Nova Iorque, 4 dias apenas após a partida, devido a uma colisão com um iceberg.
Apesar de praticamente inexplorado, o encontro de um saco de plástico mostra que até a pegada ecológica do Homem, invasiva e destruidora, que condiciona o equilíbrio dos ecossistemas.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

HORA DE CIÊNCIA - 3

Comensalismo
Ao viajar pelo rio Tambopata, no Peru, o entomologista Phil Torres observou e filmou algo fora do comum, que partilhou através do seu canal no YouTube, The Jungle Diaries. Viu um grupo de borboletas coloridas a sufocar as cabeças de tartarugas , numa tentativa de beber as suas lágrimas ricas em sal. Como o acesso a qualquer fonte de sódio na floresta amazónica exige um longo caminho, estes insectos aproveitam as lágrimas ricas em sal das tartarugas e dos jacarés.
As borboletas atraem-se umas às outras, pelo que, se uma borboleta se está a alimentar, as suas cores brilhantes convidam as outras a juntar-se ao banquete. Segundo o entomologista, aparentemente as tartarugas ficam imperturbáveis pela intrusão e pelo toque das borboletas.
A pacificidade das tartarugas não se verifica se os insetos que procuram as suas lágrimas são abelhas. Com estas, as tartarugas reagem de forma agitada, afastam as cabeças para as tentar enxotar.
Para o entomologista esta relação é uma forma de comensalismo, em que a borboleta beneficia da tartaruga sem a afetar.

quinta-feira, 26 de março de 2020

HORA DE CIÊNCIA - 2

De onde vêm os vírus?

Segundo, Stated Clearly, de quando em vez, a comunicação social anuncia o aparecimento de uma nova doença humana causada por um vírus, até então, desconhecido.
No final da década de 70, apareceram os primeiros casos de humanos infetados com o vírus Ébola, que teve origem em primatas que foram, provavelmente, contagiados por morcegos. 
Uma década depois, outro vírus originário de chimpanzés contagiou pessoas, o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). 
Posteriormente, um vírus da família do coronavírus, proveniente de um pequeno mamífero carnívoro, originou a epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que se registou no início dos anos 2000. 
Agora, a pandemia Covid-19, provocada pelo vírus SARS-COV2, com origem provável nos morcegos.
Constantemente, somos surpreendidos pelo aparecimento de “novos” vírus. Mas, de onde e por que razões surgem estes “novos” vírus que ameaçam a humanidade?
Os especialistas acreditam que devem existir cerca de 1.700.000 vírus selvagens, hospedados em diferentes espécies animais e que ainda não foram identificados.
Com este vídeo, podemos compreender como as rápidas mutações que ocorrem na estrutura simples dos vírus – de ADN ou ARN – e a sua dependência da “maquinaria” celular de outras espécies, lhes dá vantagem para a sua estratégia de sobrevivência e lhes permite infetar, também, os seres humanos. O aparecimento de novos vírus é, de facto, um processo natural que ocorre por seleção natural.

quarta-feira, 25 de março de 2020

HORA DE CIÊNCIA -1

O que são os vírus?
Os vírus são parasitas que se destacam principalmente pelas doenças causadas no homem, embora eles não parasitem apenas as células humanas. Podem infetar qualquer ser vivo, desde uma bactéria até uma planta, por exemplo. São microscópicos e não possuem células, pelo que, muitos pesquisadores não os consideram como seres vivos.
São organismos que só se reproduzem no interior de células por isso, diz-se que são parasitas intracelulares obrigatórios. Eles não possuem ribossomas ou outras estruturas capazes de produzir as suas próprias proteínas, não realizando, por isso, nenhuma atividade metabólica fora de células.

Eles são formados por cápsulas proteicas, a que se chama capsídio, que envolvem o ácido nucleico, que, por sua vez, pode ser um DNA ou um RNA, com exceção de poucos vírus que apresentam os dois tipos. O conjunto do capsídio com o ácido nucleico é chamado de nucleocapsídio. Alguns vírus, chamados de envelopados, apresentam ainda uma proteção lípidica externa, o envelope viral. Esse envelope deriva de membranas da célula hospedeira.
Estrutura de um vírus bacteriófago
No capsídio e no envelope dos vírus envelopados, há proteínas ligantes, que se ligam aos recetores encontrados na membrana da célula que será infetada. Cada vírus é capaz de infetar um tipo de célula, sendo assim, dizemos que os vírus possuem especificidade.
Os vírus multiplicam-se no interior das células infetadas graças à inserção do seu material genético, que passa a comandar o metabolismo da célula hospedeira. Cada vírus possui um mecanismo diferente de multiplicação. Depois de se multiplicarem, os vírus podem romper as células infetadas para a libertação de novas estruturas, constituindo, assim, um ciclo lítico. Outras vezes, o material genético viral pode manter-se ligado ao da célula hospedeira, e a transmissão desse material para novas células ocorre à medida que ela se divide, caracterizando um ciclo lisogénico.
Os vírus podem ser encontrados em praticamente todos os locais e infetar qualquer tipo de célula. As doenças causadas por eles são chamadas de viroses e são tratadas com poucas drogas, sendo recomendado normalmente repouso e boa alimentação. É importante frisar que os antibióticos não são eficazes no tratamento de doenças virais.

Como exemplos de doenças causadas por vírus, também chamadas de viroses, podemos citar: SIDA, ébola, febre amarela, gripe, hepatites, herpes, meningite, raiva, rubéola, sarampo, varicela.